Na semana do Dia Mundial da Diabetes (14/11), vale a pena informar sobre um levantamento inédito, realizado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e apoiado pela Bayer HealthCare, com a participação de mais de 2 mil pessoas.
O estudo confirmou que a população ainda tem dúvidas sobre o que é a diabetes e como a doença pode ser controlada. De acordo com a pesquisa, 38% dos entrevistados acreditam erroneamente que a enfermidade tem cura. E menos da metade dos entrevistados (49%) soube defini-la. Além disso, somente 50% dos participantes afirmaram que um diabético pode levar uma vida normal.
Dados extraoficiais da Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) mostram que cerca de 347 milhões de pessoas, em todo o mundo, têm a enfermidade. Somente no Brasil, estima-se que mais de 11 milhões de indivíduos tenham diabetes. “O aumento dos casos da doença, especialmente do tipo 2 em países em desenvolvimento, decorre de fatores como aumento da obesidade, do sedentarismo, dos maus hábitos alimentares e do próprio envelhecimento da população”, explica o endocrinologista Walter Minicuccie, vice-presidente da SBD.
Confira outros principais dados trazidos pelo levantamento:
- 69% dos participantes demonstraram conhecimento sobre os fatores de risco para a diabetes
- 63% das pessoas disseram que conhecem alguém com diabetes e, entre os que conhecem um diabético, 49% afirmararam que essa pessoa é um membro da família
- 51% dos entrevistados não sabiam diferenciar os tipos da doença: tipo 1, tipo 2 e diabetes gestacional
- 85% desconhecem ou subestimam o número de diabéticos no Brasil
Todo esse cenário apresentado pelo estudo revela que é fundamental as pessoas se informarem sobre prevenção e tratamento da diabetes. É importante frisar que, quando não controlada adequadamente, a doença pode acarretar complicações graves, como retinopatia diabética, que pode causar perda visual definitiva, catarata precoce, alteração da função renal capaz de levar o paciente para a hemodiálise, alterações neurológicas que podem ocasionar dores em membros inferiores e atrofias musculares, assim como complicações cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral – AVC).
“Mas também é preciso frisar que nada disso ocorrerá se o tratamento for efetivo e contínuo”, reforça Walter Minicuccie. “Uma rotina de atividades físicas deve ser incorporada por quem quer prevenir a doença e faz parte do tratamento dos pacientes com diabetes”, complementa.
A prática de exercícios físicos se faz extremamente necessária, pois colabora para a redução dos níveis de glicose no sangue e melhora a ação da insulina. Além disso, ajuda a manter um peso adequado. Para o endocrinologista, a obesidade é uma das grandes vilãs quando o assunto é diabetes.
“As pessoas com excesso de gordura no corpo, principalmente aquela concentrada na região abdominal, precisam emagrecer para diminuir os riscos de desenvolver a diabetes tipo 2″, conclui o médico.
RECIFE AZUL

Rua da Aurora, no Recife, teve prédios públicos e antena de TV iluminados de azul (Foto: Facebook da APDJ Diabéticos de Pernambuco)
Azul é a cor de prevenção da diabetes e de combate à doença. Em todo o mundo, no dia 14/11 (ontem), vários monumentos e prédios históricos ganharam a cor azul. A Assembleia Legislativa de Pernambuco teve o seu Palácio Joaquim Nabuco iluminado para representar a adesão do Parlamento Estadual à luta contra uma doença que mata uma pessoa a cada oito segundos no mundo. Saiba o que aconteceu em cada cidade brasileira: www.diamundialdodiabetes.org.br.


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