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Refluxo em bebês e nas crianças gera dúvida constante entre os pais

20 de agosto de 2012 | postado por Cinthya Leite

Refluxo gastroesofágico é mais frequente nos bebês, principalmente após as refeições (Foto: Site stock.xchng)

Nas consultas com pediatras, muitos pais apresentam dúvidas em relação aos problemas de regurgitação e vômitos em bebês e nas crianças. Geralmente, o refluxo gastroesofágico (RGE) faz parte do desenvolvimento infantil e tende a diminuir de frequência com o avançar da idade.

Por outro lado, o refluxo pode estar associado a quadros mais graves, com complicações, quando é representado pela doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), com várias manifestações clínicas.

Para identificar essa situação, é fundamental um diagnóstico criterioso, conforme alerta a pediatra Luciana Rodrigues Silva, professora da Universidade Federal da Bahia. Ela abordou o tema durante a 69ª edição do Curso Nestlé de Atualização em Pediatria, que terminou na última sexta-feira (17/8), no Rio de Janeiro.

“Devido à alta incidência dessa situação na infância, o pediatra deve ser muito criterioso na análise ao estabelecer a diferença entre o refluxo gastroesofágico e o refluxo patológico”, diz a especialista. “Só mediante essa avaliação, ele poderá orientar adequadamente os pais sobre situações que exijam investigação e tratamento ou apenas acompanhamento da evolução do quadro”, complementa.

Ainda de acordo com Luciana, o RGE é mais frequente nos lactentes, principalmente após as refeições. Metade das crianças com dois meses de idade vomita pelo menos duas vezes ao dia. Entre os bebês com até quatro meses, cerca de 67% ainda regurgitam, e dos bebês com 20 meses, 1% deles ainda vomita duas vezes ao dia pelo menos.

PATOLÓGICO - A presença de sintomas ou complicações relacionadas ao retorno do conteúdo gástrico para o esôfago é o que determina a DRGE. Para Luciana, a frequência e persistência, com episódios duradouros, podem tornar o refluxo patológico, comprometendo o estado nutricional das crianças.

Por isso, é papel do pediatra a orientação adequada. Nos casos mais graves, a pediatra recomenda uma avaliação conjunta com o gastroenterologista para evitar duas tendências inadequadas: a realização indevida de provas diagnósticas e o excesso de prescrições medicamentosas diante de um refluxo que, necessariamente, não é um grande problema.

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