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Brasil participa de pesquisa mundial sobre incidência do HIV em casais sorodiscordantes

27 de janeiro de 2015 | postado por Cinthya Leite | categoria Blog

Há fortes evidências científicas sobre os benefícios do “tratamento como prevenção” para casais heterossexuais sorodiscordantes

Quando um parceiro sexual está vivendo com o vírus HIV e o outro não (ou seja, uma relação sorodiscordante), até que ponto a terapia antirretroviral (ART, na sigla em inglês) tomada pelo parceiro infectado reduz o risco de transmissão do vírus para um não infectado? Responder essa pergunta é o objetivo de cientistas do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), no Rio de Janeiro. Essa temática é o foco da pesquisa Os opostos se atraem, de caráter internacional, que explora a eficácia do “tratamento como prevenção” nas relações sorodiscordantes masculinos gay.

O IPEC é um dos 16 centros clínicos que participam do estudo, que começou em 2012 e está sendo conduzido pelo professor Andrew Grulich, líder do Programa de Epidemiologia e Prevenção do HIV no Instituto Kirby de Infecção e Imunidade na Sociedade da Universidade de New South Wales, na Austrália.

O estudo é realizado em 14 locais no país e recentemente se expandiu para recrutar casais do sexo masculino sorodiscordantes em países de baixa e média renda, incluindo Tailândia e Brasil.

A Fundação para Pesquisa da Aids (amfAR) fornece o financiamento para o estudo no Brasil, considerado o maior centro de estudo do programa. Por aqui, ele será liderado pela diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica DST/aids do IPEC, Beatriz Grinsztejn.

Ela monitorará até 70 casais gays masculinos sorodiscordantes no Brasil e analisará o tratamento do HIV, as cargas virais e a transmissão do vírus, a fim de saber se a incidência do vírus está associada com o fato de o parceiro soropositivo está em terapia antirretroviral.

Há fortes evidências científicas sobre os benefícios do “tratamento como prevenção” para casais heterossexuais sorodiscordantes. Um teste clínico de referência conhecido como HPTN 052 mostrou que as pessoas relativamente saudáveis que vivem com HIV e receberam o tratamento precoce com ART diminuíram 96% a probabilidade de transmitir o vírus aos seus parceiros não infectados.

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