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O paciente

(Arte: Carol Cani)

Nas duas últimas semanas, fiquei colada com as designers Carol Cani e Consuelo Leicht e também com o fotógrafo Igo Bione. Juntos, produzimos um material jornalístico com o objetivo de ressaltar o valor da comunicação humana (a menina dos olhos dos fonoaudiólogos) para a aprendizagem na educação infantil.

Visitamos escolas, conversamos com uma porção de especialistas no assunto, com os pais e a própria meninada. O resultado de tanto empenho está no hotsite Fono na escola: além do bê-á-bá, disponível a partir de hoje (25/8) no JC Online e também no caderno Arrecifes, do Jornal do Commercio. Mostramos como a promoção das habilidades linguísticas na escola pode ser o primeiro passo para um boletim nota 10.

Quem sabe muito bem disso é a jornalista Erika Baruco, 41 anos, mãe do garoto Vitor Baruco, 3. No depoimento abaixo, ela dá ênfase ao valor do encaminhamento precoce para avaliação do fonoaudiólogo.

Por Erika Baruco

Tenho um filho de 3 anos, Vitor. Embora cada criança tenha um desenvolvimento diferente da outra e não necessariamente represente um problema, percebi que Vitor estava bem atrasadinho na fala com 1 ano e seis meses. Ao acompanhar os ciclos de vida (meses e anos) e o quanto de palavrinhas ele já deveria pronunciar, percebi que ele não evoluía. Comentava com o pediatra, que me respondia que não era nada para me preocupar, pois até os 3 anos ele deveria estar falando normalmente.

O tempo foi passando, e nada de evolução. Como eu já tinha acesso à informação sobre os problemas de fala na infância, levei Vitor para uma avaliação com um fonoaudiólogo aos aos 2 anos e meio. Nessa ocasião, foi diagnosticado o distúrbio específico de linguagem e, dessa maneira, fui orientada a começar um trabalho com Vitor cujo objetivo foi recuperar essa perda o quanto antes. Afinal, sem a fala necessária, o problema poderia interferir no aprendizado na fase escolar.

Na clínica, também me sugeriram colocar o Vitor na escolinha, a fim de ajudá-lo a estimular a fala. Por dois meses, ele passou por terapia com fonoaudiólogo. Vi evolução, mas interrompi para colocá-lo na escolinha, onde também percebi grande evolução. Passados seis meses, a instituição educacional orientou que ele voltasse para o fonoaudiólogo. Eis o porquê: os professores identificaram que, Vitor fizesse um grande esforço para se comunicar, ele apresentava certa dificuldade de interação social, o que comprometia a aprendizagem.

A escola, que adota o Sistema Maria Montessori, tem uma visão e um bom trabalho nesse sentido. Além de ser um método que privilegia e valoriza a inclusão, alfabetiza pelo sistema de fonética, que ajuda em situações como a de Vitor. Foi a instituição que me passou alguns nomes de profissionais, mas acabei escolhendo outra fonoaudióloga há cerca de um mês.

Felizmente, Vitor está evoluindo super bem. A especialista deve visitar a escola nesta semana para conversar com a professora, com o intuito de checar as atividades e o desenvolvimento dele na sala de aula. Gosto de ressaltar que meu filho já enriqueceu muito o seu vocabulário. Embora ainda fale bastante coisa errada, já expandiu o repertório linguístico de forma muito importante. Estou muito confiante nessa parceria escola-fono. Logo, logo, Vitor estará 100%.

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