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#SouDentistaSangueBom: cirurgiões-dentistas promovem campanha com o Hemope

14 de outubro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Hemope recolherá doações na sede do Recife (Foto: Divulgação)

Em comemoração ao dia do cirurgião-dentista (25/10), o Conselho Regional de Odontologia de Pernambuco (CRO/PE), em parceria com a Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP/UPE), o Hemope e a Secretaria de Saúde de Pernambuco, lançam a campanha #SouDentistaSangueBom. A ação, prevista para ser realizada entre os dias 20 e 25 de outubro, tem como público-alvo direto os cirurgiões-dentistas do Estado que desejem promover o bem.

Uma página no Facebook (www.facebook.com/SouDentistaSangueBom) convida os profissionais a entrarem no clima da campanha. O Hemope recolherá as doações em sua sede no Recife (Rua Joaquim Nabuco, 171, no bairro das Graças).

Além disso, é possível fazer doação nas Regionais de Saúde espalhadas nas cidades do interior: Palmares, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada, Salgueiro, Ouricuri e Petrolina. A campanha conta também com o apoio da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), do Sindicato dos Odontologistas no Estado de Pernambuco (Soepe), da Faculdade ASCES, do Laboratório Júlio, da Padrão e do OdontoShop/Saudental.

Unifesp realiza estudo inédito no País contra dependência química

14 de outubro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Iboga, planta encontrada em países africanos, é usada para produção da ibogaína, medicamento que pode interromper a dependência de crack e outras formas de vício (Foto: Internet)

A ibogaína, medicamento obtido da raiz da iboga, planta encontrada em países africanos, principalmente no Gabão, pode interromper a dependência de crack e outras formas de vício em 72% dos casos. É o que revela a pesquisa brasileira inédita, conduzida pelo departamento de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e publicada pelo The Journal of Psychopharmacology, da Inglaterra, uma das publicações mais relevantes na área de psicofarmacologia do mundo.

Liderado pelo psiquiatra Dartiu Xavier,  o estudo, realizado entre janeiro de 2005 e março de 2013, envolveu 75 pacientes dependentes de várias drogas, como cocaína, crack, álcool e outras menos comuns. Desses, 55% dos homens e 100% das mulheres ficaram livres do vício por, pelo menos, um ano. “Esse prazo de abstinência costuma ser considerado satisfatório para se falar em cura”, afirma Xavier.

Já Bruno Chaves, especialista em clínica médica e um dos idealizadores do estudo, ressalta que o período em que os pacientes conseguiram ficar abstinentes foi significativamente maior após o tratamento com ibogaína,em comparação com os períodos de interrupção da dependência conseguidos pelos mesmos pacientes antes dessa experiência. Segundo ele, os tratamentos tradicionais  alcançam resultados semelhantes em 5% a 10% dos casos.

Além de interromper a dependência por um período prolongado, o levantamento também identificou que a intervenção com a substância melhora a qualidade de vida dos usuários de drogas, já que foi verificado que a maioria deles voltou a estudar, a trabalhar e a se relacionar adequadamente na sociedade.

O medicamento atua em duas frentes nos pacientes: aumenta uma substância já conhecida no cérebro, que repara as sinapses danificadas e cria novas conexões entre os neurônios, o que recupera parcialmente o dano causado pelas drogas. Concomitantemente a esse mecanismo, ocorre um reequilíbrio dos neurotransmissores e, por consequência, a proporção adequada entre serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pelas sensações de prazer.

Por outro lado, a ibogaína atua no campo psicológico do paciente. É comum o relato de uma certa confusão mental. “Durante os efeitos da medicação, os pacientes referiram experiências e vivências intensas, revivendo coisas que aconteceram em suas vidas”, afirma o psiquiatra Xavier.

EFEITOS ADVERSOS

Embora tenham ocorrido reações como tonturas, tremores, náuseas, dores de cabeça e confusão mental, por até 24 horas após o início do tratamento, não houve registro de efeitos adversos graves nos pacientes pesquisados, como arritmias cardíacas ou mortes. ”O tratamento com ibogaína realizado em hospital, com acompanhamento médico constante, medicação de boa qualidade e procedência, em pacientes motivados, é seguro e sem complicações”, garante Chaves.

De acordo com ele, os pacientes receberam acompanhamento por até três anos após a primeira sessão de terapia e, nesse período, não foi verificada nenhuma sequela física ou psicológica. Ele também ressaltou que uma das principais vantagens do uso da ibogaína contra a dependência química é que, enquanto o paciente que recebe tratamento tradicional fica cerca de nove meses internado, aquele que vivencia a experiência psicodélica passa, no máximo, 48 horas recluso.

ACESSO À IBOGAÍNA

Apesar de ser utilizada na recuperação de dependentes químicos há algumas décadas em vários continentes, a terapia à base da iboga (raiz cujo princípio ativo é a ibogaína) continua proibida em alguns países. No Brasil, embora não existam restrições legais à ibogaína, o uso da substância como medicamento não está regulamentado. Os tratamentos  podem ser considerados como uma alternativa para os casos mais graves de dependência química. As sessões com ibogaína são feitas a partir de produtos importados, autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fisioterapeuta e terapeuta ocupacional atuam de mãos dadas

13 de outubro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Após recuperação do movimento, terapeuta ocupacional atua para adaptação de novos movimentos. Isso pode ser feito com o uso de tecnologias e atividades diversas (Foto: Adriana Paiva/Arquivo pessoal)

Regulamentadas no Brasil em 1969, sob o mesmo Decreto-Lei 938/69, Lei 6.316/75, a fisioterapia e a terapia ocupacional são consideradas profissões-irmãs e estão sob a regulamentação da mesma autarquia, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito). Com a missão de oferecer mais autonomia e qualidade de vida aos pacientes, essas duas profissões (cujo dia nacional é celebrado hoje) são cada vez mais necessárias no dia a dia da população brasileira, especialmente devido ao aumento no número de idosos, ao crescimento expressivo na quantidade de acidentes de trabalho e aos acidentes de trânsito que envolvem motos e bicicletas.

Hospitais, ambulatórios, consultórios particulares, centros de recuperação biopsicossocial, projetos sociais, sistemas prisionais, instituições de ensino, creches e empresas são alguns dos ambientes de atuação dos profissionais de ambas especialidades. Atualmente, existem em Pernambuco cerca de 4,7 mil fisioterapeutas e 500 terapeutas ocupacionais registrados no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito-1). Também estão registrados no conselho 375 consultórios e 555 registros de empresas que possuem atuação das duas profissões.

O fisioterapeuta avalia, previne e trata os distúrbios do movimento humano, sejam decorrentes de alterações de órgãos e sistemas ou com repercussões psíquicas e orgânicas. Sua atuação, contudo, vem sendo cada vez mais constantes nos problemas modernos do dia a dia, como o atendimento a acidentados de motos, um número que representa 30,6% dos casos de acidentes terrestres. O fisioterapeuta é um profissional essencial no atendimento a esse paciente, pois trata o trauma físico e devolve a função ao membro ou aos membros atingidos.

Após essa recuperação do movimento, é a vez de o terapeuta ocupacional atuar para a readequação desses movimentos nos membros sequelados ou a para adaptação de novos movimentos através da utilização de membros substitutos, órteses e próteses. Esse trabalho com o paciente permite a reintegração à sociedade, tornando-o novamente um indivíduo atuante no mercado de trabalho, por exemplo. Além disso, a terapia ocupacional pode oferecer às pessoas da terceira idade alternativas para ultrapassar algumas barreiras, principalmente através do desenvolvimento de tecnologias que auxiliem nas atividades da vida diária.

O terapeuta ocupacional também faz uso de tecnologias e atividades diversas, com o intuito de promover a autonomia de indivíduos de várias idades, mas que possuem dificuldades para integrar-se à vida social, em razão de problemas físicos, mentais ou emocionais. É um profissional que também ajuda o paciente a desenvolver autoconfiança.Existe também a orientação das duas profissões para prevenção de quedas, como no trabalho na adaptação de casas, quando são analisadas as dificuldades do morador e propostas sugestões que tornem a residência mais adequada.

"Trabalho em equipe do terapeuta ocupacional e do fisioterapeuta resulta num melhor funcionamento das atividades do dia a dia do paciente", diz Adriana Paiva (Foto: Adriana Paiva/Arquivo pessoal)

“O trabalho em equipe do terapeuta ocupacional e do fisioterapeuta, resulta num melhor funcionamento das atividades do dia a dia do paciente. O fisioterapeuta trabalha os componentes de desempenho envolvidos em cada atividade, e os terapeutas ocupacionais atuam na função propriamente dita”, explica a terapeuta ocupacional Adriana Paiva, da clínica Reabilito, parceira do Instituto de medicina do idoso (Imedi), no Recife.

A busca por melhores salários, por um ambiente de trabalho mais agradável e pela valorização profissional é a missão do Sindicato dos Fisioterapeutas e dos Terapeutas Ocupacionais de Pernambuco (Sinfito/PE), entidade que representa a categoria em Pernambuco. “Apesar dos avanços durante anos de luta, ainda há muito o que se conquistar porque as profissões ainda são jovens, com seus 45 anos, diante de outras da área de saúde”, diz o presidente do Sinfito/PE, Flávio Maciel.

Cheap&Chic, Novo Jeito e HCP abraçam campanha no clima do Outubro Rosa

13 de outubro de 2014 | postado por Cinthya Leite

As camisas, idealizadas pela empresária Isabella Alves, da grife Cheap&Chiq, têm ilustrações da artista plástica Joana Pena (Foto: Gleyson Ramos Alves de Almeida/Agência GR)

A marca de moda feminina por atacado Cheap&Chic, em parceria com o Novo Jeito e o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), participa mais uma vez do Outubro Rosa, movimento mundial que alerta para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Neste ano, a ação traz uma coleção de camisas, com ilustrações da artista Joana Pena, que recebe o selo exclusivo HCP by Cheap&Chic.

Um grande movimento de venda dessas camisas está sendo realizado através de 25 mulheres, as embaixadoras do projeto. Há quatro pontos físicos de vendas pela cidade. São eles: HCP, lojas Avesso e 1+1.

Além disso, o movimento Novo Jeito apoiará a venda através da divulgação da campanha nas redes sociais e da convocação de voluntários para trabalhar nos pontos de venda, além da promoção de uma gincana entre os participantes dos pequenos grupos DNAs, compostos por voluntários que se reúnem semanalmente.

A campanha tem o objetivo de arrecadar fundos para o HCP, através da venda das camisas, como também trabalhar a autoestima das pacientes com câncer de mama.

Quem comprar a camisa, no valor de R$60, poderá participar do “Chá com Mulheres do Bem”, um encontro de fechamento da campanha no dia 31 de outubro (local a confirmar). Na ocasião, mulheres trocarão ideias sobre beleza, moda e voluntariado. Ainda haverá desfile com mulheres que lutam contra o câncer.

A ação conta com a colaboração de 25 embaixadoras (Foto: Leonardo Ximenes Jr/Lumi Comunicação)

Serviço:

As camisas estão à venda no HCP (81 3217-8000), na Avesso (81 3301-7692 / 9972-4362) e na1+1 (81 3037-5004)

Só 4% dos brasileiros consideram os coágulos sanguíneos como a maior ameaça à vida (Foto: Internet)

Hoje os quatro cantos do planeta voltam a atenção para o 1º Dia Mundial da Conscientização sobre a Trombose. Para marcar a data, a farmacêutica Bayer e cinco sociedades médicas (Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Sociedade Latino Americana de Hemostasia e Trombose, Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia) se uniram a esta iniciativa da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH, na sigla em inglês) com o objetivo de aumentar o grau de conhecimento da população sobre os riscos da trombose.

Mesmo com os altos índices de mortalidade, a maioria da população desconhece a ameaça oferecida por essas doenças. Segundo pesquisa inédita realizada pela Bayer em 20 países, foi constatado que apenas 4% dos brasileiros entrevistados consideram os coágulos sanguíneos como a maior ameaça à vida. A falta de conhecimento sobre o tema fica evidente quando 51% dos brasileiros afirmam não estarem cientes do risco fatal de uma trombose não tratada.

“Acredito que um esforço global combinado é capaz de gerar conscientização na população e, assim, promover mudanças efetivas na redução do número de casos não diagnosticados e na implantação de processos preventivos para melhorar a saúde dos pacientes de trombose no mundo”, afirma o hematologista João Carlos Guerra, vice-presidente do Grupo Cooperativo Latino Americano de Hemostasia e Trombose (CLAHT). “A informação sobre os primeiros sintomas pode reduzir o número de casos e evitar a evolução da doença. Inchaços, dores, calor e rigidez da panturrilha já denunciam um primeiro quadro da enfermidade.”

A data, além de promover a conscientização sobre todas as formas de trombose, tem como foco principal o tromboembolismo venoso (TEV) – a causa de óbito hospitalar mais comum e que pode ser prevenida. O TEV, que inclui duas doenças – trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP) – mata mais pessoas anualmente na União Europeia do que aids, câncer de mama, câncer de próstata e acidentes automobilísticos juntos, segundo dados da ISTH.

“Fatores como a hereditariedade, obesidade, sedentarismo, idade e vida estressante colaboram fortemente para aumentar os riscos de formação de um coágulo nas veias profundas, principalmente das pernas. Em muitos casos, esse problema é fatal”, alerta o angiologista e cirurgião vascular Pedro Kolmos, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). “O tratamento mais comum é feito com os fármacos anticoagulantes, que detêm a formação de trombos nos vasos sanguíneos e o crescimento dos já existentes, mas não podem dissolver os já formados”, esclarece o médico.

Quando o assunto é o tromboembolismo venoso, mais da metade dos brasileiros (65%) já ouviram falar de embolia pulmonar (EP). Apenas 17%, contudo, conhecem, a trombose venosa profunda. Sobre os fatores de risco, 63% consideram o tabagismo a principal causa, seguido de excesso de peso (55%) e sedentarismo (52%).

Também foi criado um site com informações sobre a doença www.diamundialdatrombose.com.br.

campanha pela sade
 
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