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Pelo terceiro ano consecutivo, o Real Hospital Português (RHP) promove atividades em alusão ao Outubro Rosa, movimento mundial cujo objetivo é chamar atenção para a realidade do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, através de ações e mobilizações de conscientização. Neste ano, o RHP promove um trabalho educativo com uma equipe multiprofissional, liderada por mastologistas do RHP, no Morro da Conceição, na Zona Norte do Recife.

A ação, intitulada “Se toque, a prevenção é a maior arma contra o câncer de mama”, acontece neste sábado (11/10), das 7h às 16h, na Igreja Nossa Senhora da Conceição. Na ocasião, as mulheres a partir dos 40 anos contam com atendimento médico e podem conferir apresentação de teatro, depoimentos de pacientes e palestras sobre a prevenção. Haverá ainda distribuição de panfletos educativos e de rosas.

A equipe fará triagem médica e serão realizadas 80 mamografias gratuitas. Os resultados serão entregues posteriormente e encaminhados para o serviço de referência do Sistema Único de Sáude (SUS).

Quebra-cabeças estimula a garotada a se alimentar de forma saudável

6 de outubro de 2014 | postado por Cinthya Leite

Jogo permite que as crianças façam escolhas saudáveis com alimentos que fazem parte da rotina delas (Foto: Divulgação)

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) se inspiraram na premissa de que as crianças precisam, desde cedo, aprender a comer corretamente e criaram um quebra-cabeças que estimula a adoção de hábitos alimentares saudáveis. O jogo ajuda o público infantil a fazer uso, por exemplo, de porções e produtos que turbinam a saúde. A ferramenta é fruto do projeto Meu Dia Alimentar, que orienta sobre recomendações nutricionais de forma clara para as crianças.

O quebra-cabeças, idealizado pelos estudantes Gabriela Bizari, de nutrição, e Adriano Furtado, de design, ensina corretamente as porções e os alimentos ideais para uma alimentação balanceada. Isso permite que cada criança faça suas escolhas saudáveis com os alimentos que fazem parte da rotina delas.

O jogo é montado a partir de uma base guiada por cores e formas. Nela, cada peça representa um alimento, e cada grupo alimentar refere-se a uma cor. As peças contêm nome, ilustração do alimento e quantidade por porção. Através dos espaços coloridos do tabuleiro, é indicado o número de porções de cada alimento a ser consumido diariamente. Para uma alimentação balanceada, é preciso preencher todos os espaços da base com seus respectivos grupos/cores e porções.

Para testar o projeto, Gabriela visitou uma escola infantil em São Paulo e aplicou o jogo com 40 crianças, entre 7 a 10 anos, e os resultados foram muito positivos. “Cada aluno montou seu próprio quebra-cabeças e encaixou as peças com base em seus hábitos alimentares e no que acreditava ser bom para saúde. Depois, com a ajuda das professoras, os estudantes aprenderam informações básicas para uma alimentação saudável”, explica a jovem.

Quebra-cabeças tem 144 peças (alimentos) divididas em 9 cores, que representam grupos alimentares (Foto: Divulgação)

Durante a atividade, por exemplo, ela percebeu que os alunos trocaram a manteiga pelo requeijão no café da manhã. “Afinal, como o requeijão é do grupo dos lácteos, eles poderiam utilizar a manteiga, que é do grupo dos óleos, em outras refeições. Assim, seria possível deixar a porção de óleo para temperar a salada com azeite no almoço”, completa.

Outro destaque que chamou a atenção da criançada foi a peça que representa a água. Além de estar centralizada no tabuleiro e ser o único alimento com sua porção referenciada (2 litros por dia), foi considerada a peça-chave, já que é a única que não possui substituição no jogo. Os alunos entenderam como é importante beber água para se manter hidratado e prevenir várias doenças. Através do jogo, eles também perceberam a importância de comer frutas e legumes durante o dia, além de compreenderem que cada grupo alimentar precisa de apenas três porções por dia.

O jogo, fabricado em parceria com a Toyster Brinquedos, é certificado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq). Custa R$ 39 e pode ser adquirido através do site: www.meudiaalimentar.com. Ainda em fase de adaptações, Gabriela e Adriano estão desenvolvendo a versão digital do Meu Dia Alimentar, em parceria com a empresa State of Mind Apps. O aplicativo será gratuito para smartphones. A previsão de lançamento é para o segundo semestre do ano.

Costumo dizer que, como sofri por antecipação, não senti muito o primeiro dia de volta ao trabalho (Foto: Arquivo pessoal)

Há um mês e meio, sentia um friozinho na barriga só de pensar no dia de hoje: o primeiro de trabalho após a licença-maternidade. Foi batendo uma angústia em mim antes do tempo. Sim, ninguém acredita, mas sou ansiosa demais. Desde então, tomei a decisão de que teria que começar a trabalhar isso dentro de mim o quanto antes. Assim, foi há exato um mês e meio que comecei a me preparar para a volta à labuta.

O período de licença-maternidade se concretizou nos 5 meses mais intensos e deliciosos da minha vida. E, por isso, quando me dei conta de que a rotina de mãe integral estava prestes a terminar, comecei a ficar muito abalada. Mas, ao mesmo tempo, vi que não poderia ser assim, pois eu amo o meu trabalho, que me torna uma mulher feliz e produtiva. Além disso, passei a pensar que essa “separação” seria saudável para mim e para João Antonio, que hoje está com 4 meses e 27 dias.

Nesse contexto, há um mês e meio, iniciei uma série de mudanças no dia a dia do meu bebê, que passou a ser chamado de #bolinhadeleite por aqui, nas redes sociais. Na realidade, todo o processo começou quando eu decidi que teria uma babá para cuidar dele na minha ausência.

Então, quando ele fez 3 meses, contratei uma babá. Mas confesso que fiquei meio perdida para orientá-la com algumas coisas, pois sempre tive em mente que essa profissional é um apoio e, por isso, não devemos delegar a ela a maior parte dos cuidados da criança. Aos poucos, contudo, fomos nos entendendo e, a cada dia, eu deixava ela estar mais presente na rotina de João Antonio.

Pessoas da família que também vêm nos visitar bastante passaram a fazer parte desse quadro de adaptação, pois passaram a aprender a esterilizar as coisas, a descongelar o leite materno, a dar mamadeira a João Antonio, a dar banho, a brincar com ele no tapetinho de atividades e a colocá-lo para dormir. Também aprendi a tirar, armazenar, congelar e usar o leite materno com muita segurança (saiba mais aqui) e, assim, fiquei certa de que todos os dias João Antonio tomaria o meu leite. Outra coisa que ajudou foi fazer um roteiro para a babá de todos os cuidados que ela já conhecia. Na dúvida, ela pode sempre recorrer a cartilha que fiz. Também imprimi uma tabela para ela deixar tudo anotado: alimentação, sonecas, banhos, atividades…

Como fiz tudo aos pouquinhos, ele praticamente não estranhou o processo de adaptação. Na primeira semana, deixei a babá e as demais pessoas darem banho nele. Na segunda semana, passaram a brincar mais com ele e, por último, a dar a mamadeira. Há duas semanas antes do meu retorno ao trabalho, eu passei a sair todos os dias. Antes disso, eu até saía de casa, mas não conseguia passar mais de duas horas longe dele. Então, a meta foi aumentar esse tempo. Na véspera do meu retorno, ontem, tive que ministrar uma aula de 4 horas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e, como é longe da minha casa, precisei sair com 1 hora de antecedência. Ou seja, passei 6 horas longe dele e fique muito bem.

MAIS TRANQUILA

Dessa maneira, hoje, no dia do meu retorno, já saí de casa mais tranquila, sabendo que meu filho ficaria bem (até porque a vovó materna de João Antonio se ofereceu para, neste comecinho, vir para minha casa todos os dias) e eu também. E deu tudo certo: ele se alimentou bem, não chorou, brincou e tirou as sonequinhas. A mamãe aqui também se comportou e ligou para casa apenas duas vezes porque sabia que #bolinhadeleite estava num ambiente seguro e tranquilo.

Apesar de toda esse serenidade, eu fiz o trajeto casa/trabalho com os olhos cheios de lágrimas. Afinal, o bebê passa aproximadamente 280 dias na nossa barriga e ainda todo o período da licença (no meu caso, 150 dias) grudadinho com a gente. Impossível não criar um apego imenso a ele. Além disso, a dedicação em tempo integral vira uma rotina e, dessa maneira, sentimos muito essa “separação”.

Costumo dizer que, como sofri por antecipação, não senti muito o primeiro dia de volta ao trabalho. Foi uma delícia chegar à redação e conversar com outras colegas mães que já passaram por isso. Por ainda amamentar, tenho o direito de largar uma hora mais cedo. E quando espiei o relógio, já estava na hora mesmo de voltar para casa. O trânsito me deixou um pouco tensa… Quando saí do carro, vi que ele me esperava com minha mãe na garagem do prédio. Escutou a minha voz e já começou a bater as perninhas, expressando alegria. Me viu e deu um sorriso lindo.

Fique feliz porque consegui chegar a tempo de brincar alguns minutos com João Antonio, amamentar e colocá-lo para dormir. Sei que nem todos os dias isso vai acontecer. E estou preparada para isso; aliás, acho que estou. E aí, eu penso: “As mães mais experientes têm mesmo razão. A gente sobrevive”.

Câncer de mama: CasaRosa fornece apoio a pacientes do interior de Pernambuco

29 de setembro de 2014 | postado por Cinthya Leite

CasaRosa tem capacidade para hospedar nove mulheres com câncer de mama (Foto: Divulgação)

Várias entidades já começaram os trabalhos que chamam atenção para o movimento mundial Outubro Rosa, cujo objetivo é alertar para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce da doença. A Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco, por exemplo, está com um quiosque montado no Shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, para orientar a população sobre a doença.

No local, diretoras e voluntárias da organização não governamental também divulgam a CasaRosa, que visa acolher mulheres em situação de vulnerabilidade social, procedentes do interior de Pernambuco e que precisam realizar tratamento de radioterapia e quimioterapia nos hospitais públicos do Recife. O espaço fica na Rua 24 de junho, nº 108, no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.

“A casa oferece hospedagem a essas pacientes. Atualmente, só uma mulher conta com os serviços oferecidos por nós. Ainda há oito vagas”, diz a diretora de programas sociais da associação, Kadja Camilo. Quem permanece na casa conta com espaço para dormida, três refeições e lanches.

A diretora informa que é necessário um encaminhamento dos hospitais públicos que são referência em tratar o câncer de mama, como o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), o Hospital Barão de Lucena (HBL), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) e o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP). “Nosso objetivo é contribuir com os serviços do Sistema Único de Saúde”, frisa Kadja.

Voluntárias da Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco alertam sobre a doença e divulgam a CasaRosa no RioMar (Foto: Cinthya Leite)

No RioMar, a associação divulga o serviço da CasaRosa e divulga as formas com que a sociedade pode contribuir com o espaço. A entidade recebe doação em dinheiro através de depósito em conta corrente. Dados bancários: Banco Itaú (341) – Agência 1632 – Conta corrente: 25.388-4 / CNPJ 19.858.419/0001-07. No quiosque, estão à venda camisas (R$ 25), biscoitinhos (R$ 20), pen drives (R$ 30), canecas (R$ 20), chaveiros (R$ 5) e sacolas de lixo para automóveis (R$ 5). Todo o valor arrecadado com a venda dos produtos é revertido à associação. Quem quiser entrar em contato com a entidade pode ligar para o seguinte telefone: 81 3129-7761. O quiosque permanece no RioMar até a próxima sexta-feira (3/10).

PROGRAMAÇÃO

Hoje, por sinal, o público conta com atendimento da unidade móvel do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Milton Bezerra Sobral de Pernambuco (Lacen/PE), no estacionamento do shopping, na área próxima ao Instituto JCPM, das 9h às 16h. São feitas coleta de exame citopatológico e aferição da pressão arterial e da glicemia.

Nos 1º e 2, a programação conta com uma série de palestras sobre câncer de mama. Mastologistas, psicóloga e nutricionista orientam a população. Haverá ainda depoimentos das voluntárias da Associação de Assistência às Mulheres com Câncer de Mama de Pernambuco, que venceram a doença. Nesta quarta-feira (1º/10), o evento acontece das 17h às 20h. Na quinta-feira (2/10), será das 17h às 19h. Em ambos os dias, as palestras serão ministradas no auditório da Livraria Cultura RioMar.

A partir dos 65 anos, de 10% a 15% desenvolverão a doença de Alzheimer (Foto: Divulgação - Site stock.xchng)

A Associação Brasileira de Alzheimer/Regional Pernambuco (ABRAz/PE) promove, no dia 3 de outubro, o 4º Encontro de Cuidadores e Familiares da Pessoa com Doença de Alzheimer, das 8h às 13h, no Salão de Convenções do Real Hospital Português, no bairro de Paissandu, área central do Recife.

Entre os temas que serão abordados, estão aspectos gerais da doença, segurança da pessoa com Alzheimer, alimentação, saúde bucal, deveres e direitos dos cuidadores.

O evento também apresentará uma série de casos clínicos. ​Será um momento de discussão com a participação profissionais de todas especialidades que cuidam de idosos. O encontro destina-se a familiares, cuidadores e demais pessoas interessadas.

A doença de Alzheimer constitui atualmente uma das maiores ameaças ao crescente fenômeno do envelhecimento populacional, pois atinge 25 milhões de pessoas no mundo, movimentando recursos em torno de US$ 100 bilhões ao ano, relacionados especialmente a pesquisas na área. É considerada a mais comum e prevalente entre os 140 tipos de demência e acomete cerca de 1,2 milhão de brasileiros. A partir dos 65 anos, de 10% a 15% desenvolverão a patologia. Depois dos 85 anos, essa porcentagem atinge praticamente metade dos indivíduos dessa faixa etária.

O maior entrave é que muitas pessoas, inclusive profissionais de saúde, acreditam que a doença é caracterizada só por comprometimento da memória. Mas não é só isso, pois se trata de uma doença complexa e multifacetada. A demência, vale frisar, deve apresentar o desenvolvimento de outra perturbação cognitiva, como afasia (comprometimento das funções de linguagem), apraxia (prejuízo na capacidade de executar atividades motoras), agnosia (dificuldade para reconhecer ou identificar objetos) ou perturbação do funcionamento executivo (capacidade de pensar de forma abstrata e planejar, iniciar, sequenciar, monitorar e cessar um comportamento complexo).

Essa carência de esclarecimentos norteadores atinge profissionais da área da saúde e cuidadores, que enfrentam a dúvida do que fazer ao longo da evolução da doença. Em se tratando de doença neurológica crônico-degenerativa, traz consigo dúvidas em relação ao manejo do doente, afetando aspectos de ordem pessoal, emocional, financeiro e social do paciente e seus familiares.

Assim, a ABRAz/PE entende que a orientação e a informação de profissionais habilitados e especializados no tratamento e acompanhamento dos pacientes podem ajudar a entender melhor a doença e a aprender a cuidar e a viver com a pessoa que tem esse tipo de demência. As inscrições para o evento podem ser efetuas através do site: www.icones.com.br/abrazpe/encontro.

Serviço:

4º Encontro de Cuidadores e Familiares da Pessoa com Doença de Alzheimer

Dia: 3/10

Horário: 8h às 13h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português – Av. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu – Recife/PE

Informações: 81 8808-0263 e pernambuco@abraz.org.br

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