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Não dê brecha para a conjuntivite alérgica

6 de agosto de 2013 | postado por Cinthya Leite

"Principais sintomas da conjuntivite alérgica são coceira, vermelhidão e lacrimejamento", diz Pedro Leonardo Soriano

Tempo que mescla chuva, frio e umidade deixa o terreno fértil para a conjuntivite alérgica, cujos principais sintomas são coceira intensa e muito inchaço nos olhos. O problema vem da inflamação da conjuntiva – membrana transparente e fina que reveste a parte branca do globo ocular.

O aparecimento de alergias oculares é realmente bem comum diante do clima frio e úmido porque, diante dessas condições, as pessoas permanecem um bom tempo em ambientes fechados. Esse cenário favorece a exposição a ácaros da poeira doméstica e a pelos de animais.

O tempo frio também estimula o uso de cobertores e roupas que permanecem muito tempo guardado no verão. Tudo isso facilita o contato com os alérgenos.

O oftalmologista Pedro Leonardo Soriano, do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), afirma que a duração da conjuntivite depende das características com que se manifesta e também das condições clínicas do paciente.

“No caso das alérgicas, por exemplo, essa durabilidade é bastante variável. Os principais sintomas são coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Esses sintomas tendem a vir associados a espirros e coriza”, explica o médico.

Ele ainda chama atenção para o fato de que existe um tratamento comum para todos os tipos de conjuntivite: compressas frias sobre os olhos e limpeza com soro fisiológico.

O melhor mesmo, ressalta Pedro Leornado, é ficarmos de olho na prevenção do problema. Os cuidados que devemos ter são os mesmos que adotamos para afastar qualquer doença alérgica: limpeza com panos úmidos para remoção de poeira (principalmente no quarto de dormir) e para remoção do mofo. Também é necessário evitar contato com pelo de animal. E mais: é  fundamental lavar as mãos com frequência e evitar levá-las aos olhos.

Nunca é demais informar que o uso de colírios, mesmo aqueles que podem parecer inofensivos à primeira vista, só deve ser feito a partir de uma prescrição do oftalmologista. Utilizados de maneira inadequada, eles podem favorecer o aparecimento de consequências sérias, como o glaucoma.

Saúde é um estado de satisfação que congrega boas risadas, aproveitamento do ócio, felicidade na profissão e bons sonhos (Foto: stock.xchng)

Instituído em homenagem ao médico sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu em 5/8/1872, o Dia Nacional da Saúde é um marco para o Casa Saudável. Foi há exatamente três anos que o blog nasceu, com o intuito de convidar você, internauta, a perceber que a nossa saúde é um bem precioso que jamais devemos deixar em segundo plano.

Claro que, ao escrever este post comemorativo, estou tomada por um sentimento bom e intenso. Afinal, é inspirada no retorno de cada leitor que me sinto motivada a apresentar informações fresquinhas, através de uma linguagem simples e educativa que abre portas para trocarmos experiências e ideias.

Ao unir forças com internautas, experts em saúde e um universo imenso de gente do bem, o Casa Saudável faz um trabalho de formiguinha, mas de grande apreço. Ao longo destes três anos, já publicamos 1.223 posts de diversos temas, que passeiam pelas áreas de medicina, nutrição, bem-estar e comportamento.

A bem-aventurança também desponta quando lembramos que já recebemos a chancela de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que duplamente já concedeu prêmio a este blog por matérias especiais aqui publicadas. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos que por aqui navegam e também a parceiros especiais, como a Fishy e o NE10 – portal do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC).

Vamos continuar seguindo em frente para mostrar que saúde é um estado de satisfação que congrega as boas risadas em família, o aproveitamento correto do ócio, a felicidade na profissão e os bons sonhos.

Nesse ritmo, podemos reforçar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acerta em cheio quando define que precisamos correr sempre atrás de uma condição intensa de bem-estar físico, mental e social. Afinal, esbanjar saúde não é só viver a espantar doenças.

A você, meu querido leitor, desejo que continue a navegar à vontade neste lar, que também é seu.

Um abraço,

Quem não tem sensibilidade à cafeína pode tomar até quatro xícaras de café por dia sem prejuízos para a saúde (Foto: Edmar Melo/JC Imagem)

Olha só que legal: a sede do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo conta com a Unidade Café e Coração, fruto de uma parceria com o Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

É lá onde estão em desenvolvimento pesquisas que analisam as propriedades nutracêuticas do café. Ou seja, verifica-se como a bebida é capaz de oferecer benefícios à saúde, desde que seja degustada com moderação.

O médico e pesquisador Luiz Antonio Machado César, do InCor, assegura que podemos tomar até quatro xícaras por dia sem prejudicar a nossa saúde, desde que não tenhamos sensibilidade à cafeína.

É Luiz Antonio quem avalia os efeitos do café sobre variáveis que envolvem o sistema cardiovascular. A intenção do estudo é verificar quais são os efeitos da bebida na pressão arterial e no coração de pacientes que já convivem com doenças coronárias.

Baseado em pesquisas recentes, o médico diz que não há evidências de que o café seja ruim para pessoas que têm problemas no coração. Entre esses estudos, está um desenvolvido há quatro anos na Unidade Café e Coração, instalada no InCor. Foi analisado, através de uma bateria de exames, o comportamento de mais de 100 pessoas que tomavam a bebida.

O especialista frisa que a pesquisa é feita da seguinte forma: convocam-se pessoas saudáveis e pessoas com doenças coronarianas. Antes do início das análises, todos os voluntários são proibidos de ingerir cafeína durante três semanas. Uma bateria de exames é feita com cada paciente: testes de esteira, exame que monitora continuamente a atividade elétrica cardíaca de pacientes por 24 horas ou mais, aferição da pressão arterial e dosagens de sangue.

Em seguida, é realizado um sorteio. Alguns pacientes são selecionados para beber café de torra clara; outros, para beber café de torra mais escura. Cada um recebe uma cafeteira com café e recebe orientações de preparo da bebida. Durante quatro semanas, cada voluntário toma de três a quatro xícaras de café por dia. Em seguida, voltam ao consultório e repetem todos os exames.

Os pacientes que haviam tomado o café de torra mais escura devem repetir o mesmo procedimento, durante quatro semanas. Só que, dessa vez, ingerindo café de torra mais clara – e vice-versa. Todos os voluntários retornam ao consultório e repetem os exames.

Estudo mostrou que o café de torra clara tem leve tendência a aumentar a pressão arterial. Já o café de torra escura não causou alteração na pressão (Foto: Igo Bione/JC Imagem)

“Os resultados mostram que tomar café não faz mal. O café de torra clara tem leve tendência a aumentar a pressão arterial. Já o café de torra escura não causou nenhuma alteração na pressão”, diz Luiz Antonio. Ele reforça que houve somente um discreto aumento no colesterol ruim, mas também no colesterol bom – aquele que oferece benefícios para a saúde. “Observou-se ainda que, depois de ingerir café, as pessoas normalmente conseguiam andar mais na esteira.”

O médico acrescenta que, no século passado, algumas pessoas acreditavam que o consumo de café trazia malefícios à saúde por aumentar a pressão sanguínea, causar arritmia e até mesmo provocar infartos. Entre 2000 e 2001, estudos começaram a comprovar que essas crenças não possuíam base científica.

“Estudos recentes sugerem, inclusive, que o índice de mortalidade é menor entre as pessoas com diabetes que tomam café, em comparação com aquelas que têm a doença e não consomem a bebida”, frisa Luiz Antonio. Ele assegura ainda que não há evidências que comprovem a relação entre o consumo de café e a ocorrência de infartos.

Sobre a ingestão de café por quem tem hipertensão ou já passou por procedimentos cardiovasculares (como ablação e cateterismo), o médico informa que essas pessoas podem degustar a bebida de forma moderada, desde que sejam acostumados a tomar café. “Entretanto, alguns indivíduos são mais sensíveis a determinados tipos de alimento. Há uns que consomem cafeína e têm taquicardia. Nesses casos, não é recomendado ingerir.”

A intenção é que os estudos clínicos da Unidade Café e Coração no InCor também verifiquem efeitos do café descafeinado e do café expresso.

* Post produzido com informações do departamento de comunicação Embrapa

Idosos com demência que interagiram regularmente com um cão tiveram melhorias nas suas funções emocionais e físicas (Foto: Divulgação/LVBA)

Uma interação sistemática com um cachorrinho pode ajudar a melhorar a saúde mental e as funções físicas de pessoas com demência. É o que revela uma nova pesquisa da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Foi encontrada uma diminuição na depressão após a realização de um programa de envolvimento regular com um cão.

“Esse estudo fornece evidências importantes sobre os benefícios da interação com animais de estimação para pessoas com demência”, diz a coordenadora do estudo, Erika Friedmann, professora da Universidade de Maryland. Ela ainda frisa que, ao melhorarem a saúde mental e a função física, esses tipos de programas podem ajudar esses idosos a manterem autonomia por mais tempo.

O levantamento envolveu 40 idosos com demência que vivem em residenciais. Eles passaram por duas sessões de 60 e 90 minutos por semana, durante três meses em que eles foram incentivados a interagir com um cão. Isso incluiu cuidar do animal utilizando habilidades motoras.

Alimentar o cão, ajustar a coleira, caminhar com ele e acariciá-lo foram algumas das atividades desenvolvidas. As sessões também envolviam o uso de habilidades sociais, como conversar com o cão, falar sobre o cão para os outros e dar os comandos ao animal.

Os resultados mostraram que os participantes que interagiram regularmente com um cão tiveram melhorias nas suas funções emocionais (diminuição na frequência de depressão), em comparação com o grupo controle – ou seja, aquele que não interagiu com cachorros. Os participantes da pesquisa também demonstraram uma tendência para a função física melhorada, com um aumento de atividades físicas em todos os dias, ao longo do tempo.

A pesquisa, intitulada The pet assisted living intervention for functional status in assisted living residents, foi apresentada na conferência trienal da Associação Internacional de Organizações de Interação Homem-Animal (IAHAIO), realizada de 20 e 22 julho deste ano, em Chicago. O estudo foi financiado pela Mars, Incorporated e pelo Centro Waltham de Nutrição Animal.

Cardápio saudável ajuda a prevenir o câncer

31 de julho de 2013 | postado por Cinthya Leite

Alimentação sem exageros pode prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos de tumores anualmente (Foto: Stock.xchng)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não cansa de alertar: de 2000 a 2020, a prevalência de câncer nos países em desenvolvimento e desenvolvidos deve aumentar em 73% e 29%, respectivamente. Além das causas genéticas envolvidas no aparecimento de tumores, sabe-se que o sedentarismo, a obesidade e os hábitos alimentares inadequados podem aumentar o risco de se ter a doença.

No caso do câncer de mama, por exemplo, o estilo de vida pouco saudável pode elevar a chance em 40%, segundo pesquisas. Há ainda vários estudos que mostram que aproximadamente 35% dos diversos tipos de tumores se desenvolvem como consequência de dietas inadequadas.

Depois do cardápio maléfico, entre as mortes por câncer atribuídas a fatores ambientais, estão o tabagismo (30%) e outras causas, como condições e tipo de trabalho, álcool, poluição e aditivos alimentares, que contribuem com menos do que 5%.

Interessante é que uma alimentação sem exageros pode prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos de tumores anualmente. Para a nutricionista Luciana Araújo, que atende na Oncoclínica, no Recife, devemos evitar alimentos processados como hambúrguer, mortadela, presunto, salsicha e charque – que, segundo ela, possuem nitrato (substância que pode aumentar o risco de incidência do câncer quando ingerida constantemente).

A nutricionista diz ainda que a carne do churrasco também deve ser evitada, pois a associação da fumaça com o aquecimento prolongado do cozimento aumenta a formação de componentes potencialmente cancerígenos. A especialista também chama atenção para a associação da bebida alcoólica com o fumo, o que pode exercer grande influência no aparecimento do câncer.

No caso de quem convive com a doença, recomenda-se uma alimentação bem equilibrada, capaz de ajudar a reduzir a quantidade de radicais livres, que atuam provocando envelhecimento e destruindo células. De acordo com Luciana, um cardápio rico em antioxidantes e em fibras ajuda muito no tratamento. Além disso, sugere-se a ingestão de vitamina C (laranja, acerola, abacaxi, limão), vitamina A (leite, ovo, couve e fígado bovino), selênio (gérmen de trigo e na castanha-do-pará) e vitamina E, presente em nozes e na gema do ovo.

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